Brisas do Tâmega

7.12.06

Acabou!


Quero desistir
deixar esta ilusão
despegar-me deste melaço
que me inpregna
neste jogo de sedução
Quero fugir
varrer os escolhos
apagar este fogo
que me incendeia
com o brilho dos teus olhos
Quero esquecer
largar esta loucura
de ver o teu sorriso
que me arrepia
com a sua doce ternura...

Pedro Miguel Teixeira

Beleza Fulminante!!


Sou um glaciar à deriva
que derrete com esse olhar faiscante
Girassol que se inclina
com o teu sorriso radiante
Tentadora como um fruto proibido
se no aconchego sonho com o teu beijo
És o fogo que me reduz a cinzas
nas crepitantes labaredas do desejo
A tua beleza é fulminante!
mas se te o dissesse...
...matavas-me nesse instante!

Pedro Miguel Teixeira

Ampara-me


A chuva fria a cair
o vento gélido a soprar
mas eu não consigo parar...
caminho na lama
no corpo encharcado
na alma naufragado
com os olhos embaciados
tropeço na escuridão
desta amarga solidão
sinto as forças a fugir
para o abismo a escorregar
porque não me vens amparar?

Pedro Miguel Teixeira

Desilusão



Se o vento corresse
Se a chuva desaparecesse
Se o sol brilhasse
Talvez o amor despertasse;
Acordam os sonhos
De uma escuridão que reluz
E reflecte o brilho
No pensamento
Iluminando a esperança
De um amanha alegre
Em cada gesto, em cada olhar,
Em cada sorriso fugidio,
Até a tristeza voltar;
E a musica já não se ouve
O coração já não palpita
Esfuma-se os desejos
Uma névoa envolve-nos;
Precisamos de voltar a sonhar

Pedro Miguel Teixeira

Perdido


Perdido
Não tenho um objectivo
na minha vida
Perdido
Sem alegria, destroçado
esboço um sorriso de fugida
Perdido
Procuro uma bússola
alguem que possa seguir
Perdido
sem uma luz, sem uma cançao
daqui quero fugir
Perdido
talvez perdido para sempre
continuo a sofrer
e lentamente vou morrer...

Pedro Miguel Teixeira

Bocejo


Oh bocejo
Tu tens força de vontade
Tu tens espirito
Tu impões a tua presença
Eu em ti me revejo
Oh bocejo
Trazes o sono
Trazes o descanso
Trazes a força da vida
És para mim um desejo

Pedro Miguel Teixeira

Porquê?


Porquê ficar calado
Se me apetece gritar
Porquê ficar parado
Se me apetece voar
Porquê ficar acordado
Se me apetece sonhar
Porquê ficar deitado
Se me apetece saltar
Porquê ficar amarrado
Se me apaetece abraçar
Porque fujo de ti
Se te quero amar...

Pedro Miguel Teixeira

Beijo


Escondidos naquele recanto apertado
atiras-me contra a parede
na loucura do desejo!
Os teus olhos são raios faiscantes
que incendeiam os nossos corpos
quando me das um beijo
Os teus lábioas roçam os meus
com um suave sabor a mel
adoçicando a minha alma
Mergulhas a tua lingua molhada na minha boca
nun frenesim ardente e tresloucado
que me faz perder toda a calma!

Pedro Miguel Teixeira

4.12.06

Outono


Melancolia no olhar
traz memorias recentes
de sentimentos faustosos
Estremeçe ao acordar
chuva a cair nas cores quentes
ai... tempos saudosos!

Pedro Miguel Teixeira

Amiga


Chegaste quase escondida
Nesse teu ar frágil e tímido
Cordeirinha de lobos fugida;
Agora que o tempo passou
És lobinha de olhos faiscantes
Mas o ar frágil ainda ficou.
Com uma simpatia cativante
A alegria da tua amizade
Alumia-me como uma luz brilhante!

Pedro Miguel Teixeira

Encontro


Deambulava pela praia sozinho
Tropeçando nos escolhos da paixão
Inspirava aquele ar salgado
Á espera que fossem a cura
Para a minha insípida solidão
Então entre o murmurar das ondas
Ouvi o tua voz suave a chamar
Senti um arrepio, fiquei a tremer
Procurei-te, tu eras a minha loucura
Já me sentia a delirar!
Encontrei-te sentada na areia molhada
O mar beijava a tua pele nua;
Puxaste-me para ti com ternura
E os nossos corpos fundiram-se sob o brilho da lua!

Pedro Miguel Teixeira

Escultura


Caminhavas graciosamente pelo jardim
Coberta por um manto transparente;
As curvas esbeltas do teu corpo
Reflectiam o brilho do sol reluzente;
Observava-te deitado na relva,
O vento baloiçava o teu manto;
Eras a musa que alimentava os meus sonhos
A escultura que abria os meus olhos de espanto!

Pedro Miguel Teixeira