Brisas do Tâmega

26.3.08

Sereia


as vezes a fruta proibida está perto
em frente
uma rua pelo meio
outras vezes vem a casa
disfarçada
desejo incontrolado
nas novas tecnologias desculpada;
pode começar virtual
ou sms envergonhado
mas torna-se ritual
afinal pelas manhas
fica aqui mesmo ao lado!
o chamamento da sereia
chocolate belga
frutos marinhos
só do mar extraidos
faz incorrer em mil perigos
quem dos pc´s se desliga
em busca de amores antigos

Pedro Miguel Teixeira

16.5.07

Eras tu



Eras tu
A musica que bailava
os meus ossos
O rastilho que incendiava
o meu sangue
Os cavalos que aceleravam
o meu Mustang
Eras tu
O feitiço que hipnotizava
os meus olhos
O aspirador que me sugava
o desejo
De humedecer os teus lábios
com um beijo...

Pedro Miguel Teixeira

15.5.07

Fonte


Oh vento forte e barulhento
Que desces pelas encostas do Marão
porque amansas a chegar a Moure
Se até ai vieste num enorme turbilhão?
Oh grande e majestoso sol
que nestas cercanias brilhas
porque te ofuscas aqui em Moure
como se tivesses ficado sem pilhas?
Oh trepidante bando de andorinhas
que vindes de tão longe a voar
porque parais aqui em Moure
se a primavera ainda está longe de chegar?
Oh suave pena com que escrevo
porque fazes tremer a minha mão
quando alguém que mora em Moure
me serve de fonte de inspiração?

Pedro Miguel Teixeira

7.12.06

Acabou!


Quero desistir
deixar esta ilusão
despegar-me deste melaço
que me inpregna
neste jogo de sedução
Quero fugir
varrer os escolhos
apagar este fogo
que me incendeia
com o brilho dos teus olhos
Quero esquecer
largar esta loucura
de ver o teu sorriso
que me arrepia
com a sua doce ternura...

Pedro Miguel Teixeira

Beleza Fulminante!!


Sou um glaciar à deriva
que derrete com esse olhar faiscante
Girassol que se inclina
com o teu sorriso radiante
Tentadora como um fruto proibido
se no aconchego sonho com o teu beijo
És o fogo que me reduz a cinzas
nas crepitantes labaredas do desejo
A tua beleza é fulminante!
mas se te o dissesse...
...matavas-me nesse instante!

Pedro Miguel Teixeira

Ampara-me


A chuva fria a cair
o vento gélido a soprar
mas eu não consigo parar...
caminho na lama
no corpo encharcado
na alma naufragado
com os olhos embaciados
tropeço na escuridão
desta amarga solidão
sinto as forças a fugir
para o abismo a escorregar
porque não me vens amparar?

Pedro Miguel Teixeira

Desilusão



Se o vento corresse
Se a chuva desaparecesse
Se o sol brilhasse
Talvez o amor despertasse;
Acordam os sonhos
De uma escuridão que reluz
E reflecte o brilho
No pensamento
Iluminando a esperança
De um amanha alegre
Em cada gesto, em cada olhar,
Em cada sorriso fugidio,
Até a tristeza voltar;
E a musica já não se ouve
O coração já não palpita
Esfuma-se os desejos
Uma névoa envolve-nos;
Precisamos de voltar a sonhar

Pedro Miguel Teixeira

Perdido


Perdido
Não tenho um objectivo
na minha vida
Perdido
Sem alegria, destroçado
esboço um sorriso de fugida
Perdido
Procuro uma bússola
alguem que possa seguir
Perdido
sem uma luz, sem uma cançao
daqui quero fugir
Perdido
talvez perdido para sempre
continuo a sofrer
e lentamente vou morrer...

Pedro Miguel Teixeira

Bocejo


Oh bocejo
Tu tens força de vontade
Tu tens espirito
Tu impões a tua presença
Eu em ti me revejo
Oh bocejo
Trazes o sono
Trazes o descanso
Trazes a força da vida
És para mim um desejo

Pedro Miguel Teixeira

Porquê?


Porquê ficar calado
Se me apetece gritar
Porquê ficar parado
Se me apetece voar
Porquê ficar acordado
Se me apetece sonhar
Porquê ficar deitado
Se me apetece saltar
Porquê ficar amarrado
Se me apaetece abraçar
Porque fujo de ti
Se te quero amar...

Pedro Miguel Teixeira

Beijo


Escondidos naquele recanto apertado
atiras-me contra a parede
na loucura do desejo!
Os teus olhos são raios faiscantes
que incendeiam os nossos corpos
quando me das um beijo
Os teus lábioas roçam os meus
com um suave sabor a mel
adoçicando a minha alma
Mergulhas a tua lingua molhada na minha boca
nun frenesim ardente e tresloucado
que me faz perder toda a calma!

Pedro Miguel Teixeira

4.12.06

Outono


Melancolia no olhar
traz memorias recentes
de sentimentos faustosos
Estremeçe ao acordar
chuva a cair nas cores quentes
ai... tempos saudosos!

Pedro Miguel Teixeira

Amiga


Chegaste quase escondida
Nesse teu ar frágil e tímido
Cordeirinha de lobos fugida;
Agora que o tempo passou
És lobinha de olhos faiscantes
Mas o ar frágil ainda ficou.
Com uma simpatia cativante
A alegria da tua amizade
Alumia-me como uma luz brilhante!

Pedro Miguel Teixeira

Encontro


Deambulava pela praia sozinho
Tropeçando nos escolhos da paixão
Inspirava aquele ar salgado
Á espera que fossem a cura
Para a minha insípida solidão
Então entre o murmurar das ondas
Ouvi o tua voz suave a chamar
Senti um arrepio, fiquei a tremer
Procurei-te, tu eras a minha loucura
Já me sentia a delirar!
Encontrei-te sentada na areia molhada
O mar beijava a tua pele nua;
Puxaste-me para ti com ternura
E os nossos corpos fundiram-se sob o brilho da lua!

Pedro Miguel Teixeira

Escultura


Caminhavas graciosamente pelo jardim
Coberta por um manto transparente;
As curvas esbeltas do teu corpo
Reflectiam o brilho do sol reluzente;
Observava-te deitado na relva,
O vento baloiçava o teu manto;
Eras a musa que alimentava os meus sonhos
A escultura que abria os meus olhos de espanto!

Pedro Miguel Teixeira

29.11.06

Seios


Seios
Ai, que eu fico sem jeito,
Só de olhar para o teu peito;
Ai que curvas delicadas,
Precisam de ser amadas
Ai, deixa-me sonhar,
Neles me quero encostar;
Quero ser o seu agasalho,
Aquece-los como borralho...

Pedro Miguel Teixeira

Gostos


Adoro ver o sol brilhar
Faz-me sorrir, da-me alegria
Mas o brilho dos teus olhos faz-me encantar
Gosto muito do luar
Ilumina a minha escuridão
Mas tu iluminas o meu coração
Adoro o vento a soprar
Leva com ele o meu pensamento
Mas tu prende-lo no teu firmamento
Gosto de ver a água a correr
Liberta o meu sofrimento
Mas tu trazes-me felicidade a cada momento
Adoro o silêncio da natureza
Uma leveza invade a minha alma
Mas a tua voz é muito mais calma
A natureza faz-me sonhar
Mas tu fazes-me amar

Pedro Miguel Teixeira

Trovoada



Trovoada!
energia que emana dos céus
faisca na minha escuridão
ronco no meu silencio
perturbação do meu ser
medo...
não!
não tenho medo...
não me assusto...
mas contemplo!
Trovoada!
fascinante!!!


Pedro Miguel Teixeira

Carro Bois

Carro de Bois